quarta-feira, 15 de abril de 2009

Esquizofrenia

esquizofrenia é uma doença mental grave que se carateriza classicamente por uma coleção de sintomas, entre os quais avultam alteraçõe do pensamentoalucinações (sobretudo  auditivas), delírios e embotamento emocional com perda de contato com a realidade, podendo causar um disfuncionamento social crônico.

É hoje encarada não como uma doença única mas sim como um grupo de patologias, atingindo todas as classes sociais e grupos humanos.

A sua prevalência atinge 1% da população mundial, manifestando-se habitualmente entre os 15 e os 25 anos, nos homens e nas mulheres, podendo igualmente ocorrer na infância ou na meia-idade.

Os sintomas, que podem ser positivos ou negativos,da esquizofrenia não são os mesmos de indivíduo para indivíduo, podendo aparecer de forma insidiosa e gradual ou, pelo contrário, manifestar-se de forma explosiva e instantânea.

Os sintomas positivos estão presentes com maior visibilidade na fase aguda da doença e são as perturbações mentais "muito fora" do normal, como que “acrescentadas” às funções psicológicas do indivíduo, ou sejam os delírios, ideias delirantes, pensamentos irreais, por exemplo, um indivíduo que acha que está a ser perseguido pela polícia secreta, e acha que é o responsável pelas guerras do mundo; as alucinações, percepções irreais – ouvirver,saborearcheirar ou sentir algo irreal, sendo mais frequente as alucinações auditivo-visuais; pensamento e discurso desorganizado, elaborar frases sem qualquer sentido ou inventar palavras; alterações do comportamento, ansiedade, impulsos, agressividade.

Os sintomas negativos são o resultado da perda ou diminuição das capacidades mentais, ”acompanham a evolução da doença e refletem um estado deficitário ao nível da motivação, das emoções, do discurso, do pensamento e das relações interpessoais", como a falta de vontade ou de iniciativa; isolamento social; apatia; indiferença emocional; pobreza do pensamento.

Estes sinais não se manifestam todos no indivíduo esquizofrénico. Algumas pessoas vêem-se mais afetadas do que outras, podendo muitas vezes ser incompatível com uma vida normal. A doença pode aparecer e desaparecer em ciclos de recidivas e remissões.

Os antipsicóticos são eficazes no alívio dos sintomas da esquizofrenia em 70% dos casos.

Os antipsicóticos típicos, inibem fortemente os receptores D2 da Dopamina das vias dopaminérgicas ligadas ao Sistema límbico do cérebro. O exemplo mais usual de antipsicótico típico é o haloperidol e a clorpromazina.

Os antipsicóticos atípicos inibem fracamente os receptores D2 da Dopamina, tendo ação inibidora serotoninérgica simultânea. O exemplo mais usual de antipsicótico atípico é o clozapina.

Existe uma nova geração de antipsicóticos atípicos que não originaria agranulocitose como a risperidona e a olanzapina, que devem ser utilizados como primeira escolha por pacientes psicóticos.

Os cientistas suspeitam que a esquizofrenia possa ser um “efeito secundário” de ter uma inteligência acima da média e que resulta de uma dificuldade do cérebro em lidar com as capacidades “extras”. Isto explicaria por que tantos gênios famosos foram também diagnosticados como esquizofrénicos. São exemplo o matemático John Nash, o escritor Jack Kerouac ou o pintor Van Gogh.